A amamentação para mim sempre foi meio trabalhosa no início, mas depois fluía bem. Desmamei o Bernardo às pressas por orientação médica quando engravidei do Tomás. Hoje sei que foi um equívoco, tanto que amamentei a Nina até o mês passado, já com oito meses de gestação. Não sou médica ou profissional da saúde, mas chequei em vários lugares (inclusive com a minha obstetra, claro) e, se a gestante estiver numa gravidez sem grandes riscos,  a amamentação pode seguir normalmente. O que acontece (e aconteceu comigo) é que o leite vai mudando durante a gestação e no final o que sai é o colostro que vai alimentar o próximo bebê. É normal então que a criança ou bebê, que esteja mamando, sinta essa diferença e largue naturalmente. A Nina completou 2 anos e 7 meses essa semana e durante muito tempo nem deu sinal de que pararia de mamar tão cedo. Por um lado eu estava super feliz e realizada, já que consegui levar a amamentação super longe e por outro lado bem preocupada, já que não tinha nenhuma ideia de como gerenciar meu leite entre dois seres de idades e necessidades diferentes.

desmame

Um dos nosso últimos registros da amamentação. Foto: Larissa Sampaio

Para a minha surpresa, segui confiando na naturalidade do processo e em algum momento (durou meses o processo) a Nina parou de mamar sempre. Às vezes passava um dia ou outro sem pedir ou lembrar de mamar. Eu seguia na linha do “não vou oferecer, mas também não vou recusar”, até porque tinha bastante medo de traumatizá-la e tornar a chegada do irmãozinho algo que a incomodasse mais que o normal. Eu imagino que o que mais tenha feito diferença foi o gosto/textura do “leite novo”. E, ao mesmo tempo que ia demonstrando desinteresse pelo leite, fui deixando claro que mamar não era a única forma de passar aquele tempinho junto com ela. Fui dando bastante colo, passando um tempo abraçadas juntinhas. No fim eu acho que ela entendeu. Tivemos alguns momentos nos quais ela regrediu um pouco, como quando ficou bem gripadinha e tudo que queria era colo e “mamá”. Depois desses períodos continuei me comportando da mesma maneira de antes e novamente ela esqueceu de pedir para mamar. Hoje em dia ela olha pra mim, sabe que ali tem “mamá” e já sinaliza que “é do Bento”. Considero o desmame um sucesso por aqui, mas não tenho certeza de como ela vai se comportar depois que o irmão chegar. Vamos ver né :)

Ela está super tranquila e eu admito que quem sentiu mais esse processo todo fui eu. Apesar de racionalmente saber que não é verdade, dá uma sensação de eu perdi uma parte da minha bebêzinha (que já cresceu faz tempo). Mas a vida é assim, né? Eles crescem super rápido mesmo!

Durante esse período no qual me preocupei com o desmame, sabia que queria seguir uma linha mais natural e li vários textos. Vou deixar alguns que mais gostei como sugestão:

Depoimente: Desmame Natural – Portal Maternidade Consciente
“De novo a culpa… Quando o desmame natural vem da mãe” – MamãeDoula
Desmame: Perguntas e respostas sobre o fim da amamentação – Bebe.com.br

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