Eu acho que os dois assuntos atuais mais polêmicos em relação à infância são: palmada para educar e crianças ajudando nas tarefas domésticas. Hoje eu vou falar do segundo assunto, que é super realidade aqui em casa. Sei que muita gente pensa que incorporar a ajuda das crianças no trabalho doméstico soa quase como trabalho infantil. Mas se essas tarefas forem escolhidas e divididas de maneira sensata, acabam ajudando (e muito!) no desenvolvimento do seu filho.

Eu nunca cogitei pedir/exigir ajuda das crianças na intenção “diminuir o meu trabalho”, mas aqui duas coisas sempre foram meio que instintivas para mim: ensinar a botar no lugar o que bagunçou e colocar roupa suja no cesto. Não sei bem explicar o porque disso, talvez tenham me ensinado a mesma coisa quando pequena, não lembro. Só sei que foi isso que pedi das crianças durante um bom tempo, desde cedo. Nisso eu vejo uma grande vantagem na nossa rotina atual: eles sabem que podem brincar, bagunçar e serem criativos. Mas sabem que depois disso, tudo volta pro lugar. O que economiza muito “puxão de orelha” diário, na minha opinião. Mas aí o que eu exigia das crianças parava por aí. Qualquer coisa extra era meu dever, durante muito tempo.

Com o crescimento de desenvolvimento do Tomás e do Bernardo (que são quase gêmeos, hahaha), percebi que já não eram bebês e eu não tinha que ficar fazendo tudo por eles. Um ano atrás, quando tinham, respectivamente, 3 e 5 anos, resolvi botar em prática algumas tarefas simples. Essas tarefas não eram nada absurdas e com certeza só contribuíram para o crescimento dos meninos. Vejo que se tivesse começado antes, só teria ajudado. Na época, comecei a pedir que sempre levassem os pratos sujos à pia, limpassem o que derrubassem no chão (ainda que eu tivesse que ir lá e limpar novamente) e dobrassem o cobertor depois que acordassem. Com a introdução dessas “obrigações” simples percebi que eles começaram a prestar muito mais atenção no que sujavam e o quarto deles passou a ser um lugar mais arrumado.

Atualmente, tenho uma menina de dois anos e quatro meses, um menino de quatro e outro de seis anos. As tarefas mudaram e todos ajudam. Lembrando que todo mundo faz uma coisa diferente, de acordo com a capacidade deles. Não adianta eu pedir pra Nina passar aspirador de pó, né? Cada tarefinha que eu introduzi na vida deles, trouxe um ponto positivo na nossa rotina. O Bernardo e o Tomás passaram a querer fazer mais coisas que envolvessem minha supervisão, assim eles contam novidades em momentos que eles sabem que eu estaria ocupada. Por exemplo: separando roupa para lavar ou servindo a mesa do jantar.

Eu poderia citar aqui mil e um motivos pelos quais introduzir tarefas domésticas na vida do seu filho, vai ajudá-lo. Mas tente ter em mente que, no mínimo, você está preparando seu filho para a vida. Mas sempre com bom senso, viu? A diiirce (Milene), uma das minhas autoras de blogs maternos favoritas, fez um post super legal sobre o assunto e lá compartilhou uma tabela (da autoria dela) com sugestões de acordo com cada idade. Ficam aí as sugestões de tarefas para quem não introduziu esse hábito em casa:

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Como várias coisas na vida, o hábito da leitura pode (e deve) ser estimulado desde cedo. Bebês podem crescer virando as páginas e cutucando as figuras daqueles livros de borracha e, eventualmente, passar para os livros que contenham histórias. Lendo diferentes livros (ou escutando histórias) a criança aprende coisas novas que normalmente não são apresentadas nas outras atividades do dia-a-dia.

Dê livros de presente
É bom mostrar desde cedo que o livro é uma coisa que deve ser valorizada. Nada melhor então do que presentear crianças com livros! Eu comecei a dar livros porque sempre ficava na dúvida sobre qual brinquedo comprar para o filho de outras pessoas (um drama à parte) e me deparei com a possibilidade de dar livros. Nunca mais voltei atrás =) E se engana quem acha que criança sempre vai preferir ganhar brinquedo, hein? É tudo questão de escolher o livro de acordo com a idade.

Se cadastre em uma biblioteca (colocar dados da infantil lá embaixo)
Livros infantis normalmente são curtinhos e com histórias simples, então é bom variar para despertar sempre a curiosidade da criança. Por isso é legal ter um acervo à disposição do seu filho, mas você não precisa sair comprando todos os livros que vê pela frente. O que eu decidi aqui em casa foi me cadastrar em uma biblioteca infantil e passar por lá toda semana para pegar alguns livros. Durante a semana lemos esse dois ou três títulos e depois trocamos. A biblioteca que escolhi aqui em Brasília foi a Biblioteca Infantil da 104/304 sul. Eu cresci pegando livros emprestados lá e também tive aulas do que na época chamavam de escola de criatividade. Então foi muito bom ter a oportunidade de voltar com os meus filhos e ver que a biblioteca está enorme, bem cuidada e com um grande acervo infantil. Para quem se interessar, deixarei ao final do post as informações sobre a biblioteca e os documentos necessários para o cadastro.

Insira a leitura na rotina do seu filho
Para realmente estimular a leitura como hábito, é importante que ela faça parte do cotidiano. Então tente separar um momento diário de leitura. Aqui em casa temos dois momentos: o meu e o do meu marido. Durante a tarde eu leio algum livro simples com as crianças e, dependendo do tamanho, dividimos a leitura em duas ou três tardes. De noite, antes da hora de dormir, meu marido lê alguma parte de um livro para os meninos. Ele escolheu fazer dessa maneira porque queria que os meninos tivessem contato com livros que ele leu e amou. No momento ele estão lendo O Hobbit. Como o livro é bem extenso (e um pouco complexo para crianças de 4,5,6 anos), eles só lêem uma ou duas páginas por dia. Eu achei que os meninos não fossem gostar, mas eles se amarraram! Haha. Como o meu marido trabalha o dia todo, esse momento da leitura se tornou algo no estilo “pai e filhos” e tenho certeza que nossos filhos vão lembrar disso com muito carinho no futuro.

Leia com seu filho
Pode parecer a coisa mais boba do mundo, mas lá no comecinho da minha vida de mãe eu tinha muita vergonha de ler em voz alta. Lembro de atividades na escola do Bernardo, nas quais as mães tinham que ler um livro para a turma inteira. Eu ficava super insegura porque não sabia exatamente como fazer. Pensava que tinha que encarnar a atriz, fazer mil vozes e terminar com uma atuação digna de contadora de histórias. Mas não é bem assim. Aqui funciona (e funciona o simples): ler alto, ler devagar, parar ao final de cada página para fazer um resumo do que acabou de ler e sempre responder às perguntas dos pequenos. Aqui lemos livros de topos os tipos, mas estou gostando muito (principalmente para o Bernardo e o Tomás) de ler adaptações infantis de livros escritos para adultos. Por exemplo: essa semana lemos O Guarani adaptado pela Ruth Rocha. Aí os meninos fizeram mil e uma perguntas sobre colonização, índios, portugueses etc. Nem preciso dizer que aprenderam várias coisas novas, né?

Não desista
No começo, a criança pode apenas folhear o livro e deixar de lado, o que pode ser bem frustrante para você. O importante é lembrar que muitas vezes as crianças passam por esse processo crescente até chegar no objetivo final. Na introdução alimentar é assim, no desfralde é assim, na ida para a escola é assim. É tudo questão de adaptação e vontade. Continue oferecendo o livro e participe desse momento!

Não force a barra
O momento da leitura tem que ser algo divertido, já que o objetivo é fazer a criança aproveitar e não correr atrás de metas. Se o livro não estiver agradando, tente mudar a história e entrar no livro. Faça diferentes vozes e se empenhe nos efeitos sonoros, isso com certeza vai chamar a atenção.

Espero que tenham gostado das dicas aqui. Lembrando que tudo isso é baseado na minha experiência pessoal, ok? um beijo!

Biblioteca Infantil 104/304 sul:
Para o cadastro: carteira de identidade, comprovante de residência e o pagamento da taxa anual de R$ 10.

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Bento chegou… dois meses atrás! Mas antes tarde do que nunca, né? Acho que não é segredo pra ninguém que, aos poucos, fui me apegando mais ao YouTube (como forma de me comunicar com vocês) e acabei deixando o blog um pouco de lado. Só que eu sinto muito carinho por esse cantinho aqui e ultimamente andei sentindo muitas saudades. Acho que nunca é tarde pra voltar atrás, não é mesmo?

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As fotos lindas são da Ana Paula Batista <3

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Achei que podia voltar aqui contando pra vocês sobre como foi esse 01/06/2016 tão mágico, mas na hora que sentei pra escrever… percebi que já tinha esquecido muitos detalhes. Mesmo assim resolvi registrar o que eu lembro e senti naquele dia:


Infelizmente não consegui aquele parto normal que eu queria tanto, mas no fim das contas o importante é que o resto deu certo e hoje tenho mais um bebê lindo aqui comigo!

Espero que gostem e… nos vemos em breve!

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A amamentação para mim sempre foi meio trabalhosa no início, mas depois fluía bem. Desmamei o Bernardo às pressas por orientação médica quando engravidei do Tomás. Hoje sei que foi um equívoco, tanto que amamentei a Nina até o mês passado, já com oito meses de gestação. Não sou médica ou profissional da saúde, mas chequei em vários lugares (inclusive com a minha obstetra, claro) e, se a gestante estiver numa gravidez sem grandes riscos,  a amamentação pode seguir normalmente. O que acontece (e aconteceu comigo) é que o leite vai mudando durante a gestação e no final o que sai é o colostro que vai alimentar o próximo bebê. É normal então que a criança ou bebê, que esteja mamando, sinta essa diferença e largue naturalmente. A Nina completou 2 anos e 7 meses essa semana e durante muito tempo nem deu sinal de que pararia de mamar tão cedo. Por um lado eu estava super feliz e realizada, já que consegui levar a amamentação super longe e por outro lado bem preocupada, já que não tinha nenhuma ideia de como gerenciar meu leite entre dois seres de idades e necessidades diferentes.

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Um dos nosso últimos registros da amamentação. Foto: Larissa Sampaio

Para a minha surpresa, segui confiando na naturalidade do processo e em algum momento (durou meses o processo) a Nina parou de mamar sempre. Às vezes passava um dia ou outro sem pedir ou lembrar de mamar. Eu seguia na linha do “não vou oferecer, mas também não vou recusar”, até porque tinha bastante medo de traumatizá-la e tornar a chegada do irmãozinho algo que a incomodasse mais que o normal. Eu imagino que o que mais tenha feito diferença foi o gosto/textura do “leite novo”. E, ao mesmo tempo que ia demonstrando desinteresse pelo leite, fui deixando claro que mamar não era a única forma de passar aquele tempinho junto com ela. Fui dando bastante colo, passando um tempo abraçadas juntinhas. No fim eu acho que ela entendeu. Tivemos alguns momentos nos quais ela regrediu um pouco, como quando ficou bem gripadinha e tudo que queria era colo e “mamá”. Depois desses períodos continuei me comportando da mesma maneira de antes e novamente ela esqueceu de pedir para mamar. Hoje em dia ela olha pra mim, sabe que ali tem “mamá” e já sinaliza que “é do Bento”. Considero o desmame um sucesso por aqui, mas não tenho certeza de como ela vai se comportar depois que o irmão chegar. Vamos ver né :)

Ela está super tranquila e eu admito que quem sentiu mais esse processo todo fui eu. Apesar de racionalmente saber que não é verdade, dá uma sensação de eu perdi uma parte da minha bebêzinha (que já cresceu faz tempo). Mas a vida é assim, né? Eles crescem super rápido mesmo!

Durante esse período no qual me preocupei com o desmame, sabia que queria seguir uma linha mais natural e li vários textos. Vou deixar alguns que mais gostei como sugestão:

Depoimente: Desmame Natural – Portal Maternidade Consciente
“De novo a culpa… Quando o desmame natural vem da mãe” – MamãeDoula
Desmame: Perguntas e respostas sobre o fim da amamentação – Bebe.com.br

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